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Divagando

Esse é um daqueles dias em que já passou a hora de eu dormir começo a divagar sobre tudo. Todos vivem de indas e vindas, certo? Pelo menos ouço isso com frequência.
Todos os dias uso transporte público. Vejo dezenas de rostos que nunca mais verei e personalidades que nunca vou conhecer. Ás vezes ocorre o bom e velho comentário sobre o tempo, que proporciona uma quase que invisível aproximação. 

Ironicamente, acabamos fazendo isso até com pessoas próximas de nós. Podemos olhá-las todos os dias, ou conhecê-las, pelo menos, porém não as vemos. Não vemos por trás daquela “capa”. O incrível de conhecer bem uma pessoa, é perceber coisas que ela não mostra. O famoso “ver o que ninguém mais vê”.

Vejo muita gente desiludida com o amor, com términos de relacionamentos, ou choques de realidade em relação á pessoa que tanto aprecia. Um sorriso após uma tempestade psicológica é como um arco íris após a chuva. Vem tão lindo que até se esquece o que havia antes.
Percebe-se aí o valor das coisas simples. Quem nunca viu um casal de velhinhos, uma criança no colo da mãe, olhando pra você ou um velhinho passando e dando bom dia e estranhamente se contagiou com aquele sentimento?

Seria aconselhável pra todos que querem realmente conhecer uma pessoa, parar 1 minuto pra observá-la externamente, e todo o resto do tempo pra apreciar a delícia de sua alma. Tanto de outras pessoas, quanto de si mesmo. Pode ser que você descubra coisas que nem imaginava sobre si mesmo. E, literamente, o tal do “ver o que ninguém mais vê” acontece.

Não sei de onde parto, e nem onde quero chegar. E talvez isso seja a melhor coisa do mundo.

(A.L.M.S)

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